Marketing & growth, Estratégia
3 minutos min de leitura

Live marketing ganha força na era da distração

Logotipos já não são suficientes para conquistar relevância. Em um mercado saturado de mensagens, as marcas que se destacam são aquelas capazes de transformar interações em experiências memoráveis e consumidores em protagonistas de suas histórias.
Copresidente da Mark Up, futurista e especialista em sustentabilidade e live marketing. Atua na interseção entre futuro, ESG e experiência de marca, ajudando líderes e organizações a anteciparem disrupções e traduzirem tendências em resultados mensuráveis. Eleita uma das profissionais mais inovadoras do mundo pelo Cannes Lions e destaque na "Forbes 50 Over 50", é professora convidada da Singularity University Brasil. Reconhecida por conectar visão de futuro, tecnologia e impacto social na construção de marcas com propósito. Possui MBA em Gestão de Projetos pela FGV e MBA em Tendências e Estudos Futuros na ESPM e Liderança Criativa na Berlim School, SEER na Saint Paul e Governança no IBGC e UCLA. Dilma Campos também atuou como: jurada Cannes Lions Festival 2022 e

Compartilhar:

As marcas nunca tiveram tantos canais para se relacionar com seus consumidores. Redes sociais, aplicativos, e-commerce, lojas físicas e eventos fazem parte de jornadas cada vez mais integradas, que precisam oferecer uma experiência contínua para o consumidor. Essa ampliação de pontos de contato trouxe mais complexidade para a estratégia das empresas, mas não resolveu um dos principais desafios do marketing hoje, a disputa pela atenção do público.

Com o excesso de estímulos e o encarecimento da mídia patrocinada, está cada vez mais difícil gerar impacto apenas com presença digital. É por isso que o live marketing vem se consolidando como um espaço capaz de despertar emoções e criar memórias. Segundo o Anuário Brasileiro de Brand Experience, as marcas devem investir mais de R$ 120 bilhões em 2026 em ativações e eventos, um crescimento de 20% em relação ao ano anterior.

O avanço se reflete também no reconhecimento internacional das experiências de marca. No Cannes Lions 2026, o Brasil recebeu oito Leões em Brand Experience & Activation, categoria que também teve um brasileiro, Rafael Pitanguy, na presidência do júri.

Entre os trabalhos premiados, “Podia ser uma Heineken” traduz bem o papel que as experiências vêm assumindo na relação entre marcas e consumidores. A campanha partiu de um hábito dos brasileiros, que enviam quatro vezes mais mensagens de voz no WhatsApp do que em outros países.

Quem recebesse um áudio com pelo menos três minutos, poderia encaminhá-lo a um bot da marca e receber um voucher de troca por uma cerveja, que vinha acompanhado da indicação de bares próximos. A proposta era justamente a de transformar a interação digital em um encontro presencial entre amigos. “Podia ser uma Heineken” terminou o Cannes Lion 2026 como a campanha mais premiada do mundo, com um Grand Prix em Social & Creator e oito Leões, incluindo um Ouro em Brand Experience & Activation.

A presença das marcas em grandes eventos também mudou. Se antes os patrocínios se apoiavam principalmente na exposição do logotipo, hoje as empresas criam atrações que as tornam parte do entretenimento. Na última edição do Rock in Rio, 85 marcas promoveram 130 ativações espalhadas pela Cidade do Rock.

O Itaú construiu um pavilhão de três andares e mais de mil metros quadrados, com um palco próprio que recebia shows após as principais apresentações do Palco Mundo, além de assinar uma das atrações mais tradicionais do festival, a roda-gigante. Já a TIM criou um karaokê 5G que conectava os participantes, por meio de holografia, a uma banda localizada à distância e assumiu o patrocínio do Mega Download, uma torre de queda livre de 30 metros.

Essas iniciativas mostram que a tecnologia e o digital continuam fazendo parte da experiência, ampliando seu alcance durante e depois do evento por meio dos conteúdos compartilhados espontaneamente pelos participantes nas redes sociais. A vivência presencial ativa diferentes sentidos, desperta emoções e cria memórias duradouras. Ao transformar o consumidor em participante, o live marketing conquista a atenção e a presença, criando conexões mais genuínas e transformando a experiência em uma lembrança viva da marca.

Compartilhar:

Copresidente da Mark Up, futurista e especialista em sustentabilidade e live marketing. Atua na interseção entre futuro, ESG e experiência de marca, ajudando líderes e organizações a anteciparem disrupções e traduzirem tendências em resultados mensuráveis. Eleita uma das profissionais mais inovadoras do mundo pelo Cannes Lions e destaque na "Forbes 50 Over 50", é professora convidada da Singularity University Brasil. Reconhecida por conectar visão de futuro, tecnologia e impacto social na construção de marcas com propósito. Possui MBA em Gestão de Projetos pela FGV e MBA em Tendências e Estudos Futuros na ESPM e Liderança Criativa na Berlim School, SEER na Saint Paul e Governança no IBGC e UCLA. Dilma Campos também atuou como: jurada Cannes Lions Festival 2022 e

Artigos relacionados

Live marketing ganha força na era da distração

Logotipos já não são suficientes para conquistar relevância. Em um mercado saturado de mensagens, as marcas que se destacam são aquelas capazes de transformar interações em experiências memoráveis e consumidores em protagonistas de suas histórias.

O futuro das empresas de serviços

Posicionamento claro, gestão comercial estruturada, experiência do cliente, disciplina financeira, desenvolvimento de talentos e capacidade de adaptação formam os pilares de um crescimento sustentável. O desafio das empresas de serviços já não é apenas expandir, mas criar condições para que essa expansão se mantenha saudável e rentável.

O Brasil precisa enfrentar o desafio de construir com mais eficiência

A construção civil está deixando para trás práticas marcadas por desperdícios e retrabalhos. O avanço de soluções industrializadas, novas tecnologias e modelos de gestão mais eficientes aponta para um novo cenário: construir com mais qualidade, menor impacto e maior previsibilidade.

Cultura organizacional, Estratégia
8 de junho de 2026 09H00
Este artigo provoca uma reflexão central: não é o quanto se trabalha que sustenta uma carreira, mas a capacidade de transformar trabalho em valor e impacto real.

Roberto Vilela - Consultor empresarial, estrategista de negócios, escritor e palestrante

2 minutos min de leitura
Liderança, Tecnologia & inteligencia artificial
7 de junho de 2026 13H00
Se líderes continuam aprendendo, por que continuam não evoluindo? A resposta pode estar na forma como treinamos - e no que deixamos de medir.

Alexandre Santille - Fundador e Sócio da teya

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de junho de 2026 08H00
Este artigo mostra como falhas operacionais e desintegração de sistemas ainda geram perdas bilionárias - e por que a inteligência artificial pode transformar a eficiência em vantagem estratégica no setor elétrico.

Gilson Paulillo - Diretor comercial da Pagar

2 minutos min de leitura
Carreira, Cultura organizacional, Gestão de pessoas
A longevidade deixou de ser apenas um dado demográfico para se tornar questão de governança

Fran Winandy

0 min de leitura
Estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
6 de junho de 2026 13H00
Quando bem interpretados, os sinais do comportamento das equipes deixam de ser rotina e passam a revelar o que realmente sustenta performance, engajamento e resultado.

Natalia Ubilla - Diretora de RH no iFood Pago e iFood Benefícios

4 minutos min de leitura
ESG
6 de junho de 2026 09H00
Este artigo mostra por que a inclusão de pessoas com deficiência ainda não evoluiu de obrigação legal para estratégia de negócio nas organizações brasileiras.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

6 minutos min de leitura
Liderança
5 de junho de 2026 16H00
Organizações não estão falhando por falta de esforço, estão falhando por fazer coisas demais ao mesmo tempo. Este artigo reforça que o verdadeiro papel da liderança não é multiplicar tarefas, mas definir o problema certo e simplificar a execução.

François Bazini - CMO e Consultor

8 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Liderança
5 de junho de 2026 08H00
Como o Brasil chegou à NR1 e por que esta pode ser nossa última chance de acertar?

Thais Requito - Palestrante, consultora e pesquisadora em saúde mental e trabalho sustentável

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
4 de junho de 2026 14H00
Ao refletir sobre a evolução da indústria têxtil, o autor propõe uma mudança de lógica: mais do que investir em máquinas, a competitividade passa a depender do valor real que a tecnologia entrega ao longo do tempo.

Fábio Kreutzfeld - CEO da Delta Máquinas Têxteis

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Liderança
4 de junho de 2026 08H00
O próximo desafio da liderança não é tecnológico - é aprender a liderar humanos e máquinas na mesma mesa.

Amanda Graciano - Fundadora da Trama

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo