Uncategorized

Receita de ano novo

Guilherme Soárez, CEO da HSM

Compartilhar:

É impossível não ter esperança de as coisas melhorarem quando estamos às vésperas de um ano novo. Ou talvez seja possível, quem sabe, mas é pouco humano. Esta edição, a derradeira de 2017, reflete tal esperança. Porém, mais que isso, ela vem dar empurrões para que a esperança vire realidade – “nudges”, incorporando com alguma liberdade poética o jargão da economia comportamental do Prêmio Nobel Richard Thaler, que é entrevistado nesta revista. No papel de arquiteta da escolha descrito por Thaler, HSM Management quer fazer o “self ” planejador do leitor vencer seu “self ” fazedor – para que você tome decisões de negócios incríveis em 2018. 

Como diz Thaler, o mantra número um para arquitetos da escolha é: “Facilite”. “Se você quer que alguém faça algo, facilite a vida de quem deve fazê-lo”, observa ele. Então, preparamos esta edição para facilitar suas decisões no mais urgente dos assuntos: inovação. A palavra está desgastada, mas não se engane: inovar continua a ser a ordem do dia em qualquer que seja o mercado. Por isso, trazemos um relatório especial da publicação da MIT Sloan School, um dos templos da inovação mundial, com as 12 iniciativas – testadas e aprovadas – que mais facilitam as coisas rumo a uma inovação bem-sucedida. 

Também outros desafios importantes são facilitados: a estreia do líder de primeira viagem; a comunicação das marcas com as jovens consumidoras (elas não são todas lean in, como querem alguns); o esforço de encantamento do consumidor no varejo do tipo fast retailer. O último desafio, por exemplo, é tratado por José Galló, CEO de uma das empresas mais vitoriosas de nossos tempos, a varejista Renner; é adaptado de seu livro. 

Trazemos ainda um polêmico mas necessário artigo sobre produtos verdes (o case dos tênis Vert é obrigatório!) e uma entrevista com Artur Tacla, consultor de recursos humanos que até há pouco era VP de gente da BRF, na qual ele compara o RH idealizado e a realidade empresarial e nos atiça: o que dá mesmo para fazer? Eu diria que ambos os conteúdos têm nudges nas entrelinhas. Encerro 2017 com uma estrofe do poema “Receita de Ano Novo”, do grande Drummond: 

_Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre._

 Para ter um ano novo, temos de fazê-lo novo, repito e enfatizo. Tente. Experimente. Nossos nudges vão ajudá-lo. Boas festas e feliz 2018!

Compartilhar:

Artigos relacionados

O futuro que queremos construir e as conversas difíceis que precisamos ter!

Direto da cobertura do SXSW 2026, este artigo percorre as conversas que dominam Austin: quando a tecnologia entra em superciclo e a IA deixa de ser apenas inovação para se tornar força estrutural, a pergunta central deixa de ser técnica – e passa a ser profundamente humana: como preservar significado, pertencimento e propósito em um mundo cada vez mais automatizado?

Você acredita mesmo na visão que você vende todo dia?

Diretamente da cobertura do SXSW 2026, este artigo parte de uma provocação de Tom Sachs para tensionar uma pergunta incômoda a líderes e criadores: é possível engajar pessoas, construir mundos e sustentar visões quando nem nós mesmos acreditamos, de verdade, no que comunicamos todos os dias?

Bem-estar & saúde
17 de janeiro de 2026
Falar em ‘epidemia de Burnout’ virou o álibi perfeito: responsabiliza empresas, alimenta fundos públicos e poupa o Estado de encarar o verdadeiro colapso social que adoece o país. O que falta não é diagnóstico - é coragem para dizer de onde vem o problema

Dr. Glauco Callia - Médico, CEO e fundador da Zenith

7 minutos min de leitura
Liderança, ESG
16 de janeiro de 2026
No início de 2026, mais do que otimismo, precisamos de esperança ativa - o ‘esperançar’ de Paulo Freire. Lideranças que acolhem perdas, profissionais que transformam desafios em movimento e organizações que apostam na criação de futuros melhores, um dia de cada vez.

Viviane Mansi - Conselheira de empresas, mentora e professora

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
15 de janeiro de 2026
A jornada de venda B2B deve incluir geração de demanda inteligente, excelência no processo de discovery e investimento em sucesso do cliente.

Rafael Silva - Head de parcerias e alianças da Lecom

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, ESG
14 de janeiro de 2026
Cumprir cotas não é inclusão: a nova pesquisa "Radar da Inclusão" revela barreiras invisíveis que bloqueiam carreiras e expõe a urgência de transformar diversidade em acessibilidade, protagonismo e segurança psicológica.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional
13 de janeiro de 2026
Remuneração variável não é um benefício extra: é um contrato psicológico que define confiança, engajamento e cultura. Quando mal estruturada, custa caro - e não apenas no caixa

Ivan Cruz - Cofundador da Mereo

5 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional, Estratégia
12 de janeiro de 2026
Empresas que tratam sucessão como evento, e não como processo, vivem em campanha eleitoral permanente: discursos inflados, pouca estrutura e dependência de salvadores. Em 2026, sua organização vai escolher maturidade ou improviso?

Renato Bagnolesi - CEO da FESA Group

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
9 de janeiro de 2026
Alta performance contínua é uma ilusão corporativa que custa caro: transforma excelência em exaustão e engajamento em sobrecarga. Está na hora de parar de romantizar quem nunca para.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
8 de janeiro de 2026
Diversidade não é jogo de aparências nem disputa por cargos. Empresas que transformam discurso em prática - com inclusão real e estruturas consistentes - não apenas crescem mais, crescem melhor

Giovanna Gregori Pinto - Executiva de RH e fundadora da People Leap

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de janeiro de 2026
E se o maior risco estratégico para 2026 não for uma decisão errada - mas uma boa decisão tomada com base em uma visão de mundo desatualizada?

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB – Global Connections

8 minutos min de leitura
Estratégia, ESG
6 de janeiro de 2025
Com a reforma tributária e um cenário econômico mais rigoroso, 2026 será um divisor de águas para PMEs: decisões de preço deixam de ser operacionais e passam a definir a sobrevivência do negócio.

Alexandre Costa - Gerente de Pricing e Inteligência de Mercado

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...