Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
3 minutos min de leitura

Como somar em uma reunião de trabalho: atitudes que realmente fazem diferença

Reuniões não são sobre presença, mas sobre valor: preparo, escuta ativa e colaboração inteligente transformam encontros em espaços de decisão e reconhecimento profissional.
É sócia-diretora da RESCH RH, empresa especializada na captação de talentos e desenvolvimento humano e organizacional, que trabalha com a abordagem COMversas, cujo objetivo é promover o diálogo e acessar a inteligência coletiva nas organizações. Jacqueline atua há mais de 40 anos como consultora, coach, facilitadora de diálogos, professora e palestrante.Co autora dos livros “Colaboração e Diálogo: aportes teóricos e possibilidades práticas” (CRV, 2018) e Marcas, Memória e Representação (ESPM-Rio/ Topbooks, 2017). Foi professora no MBA de RH da PUC durante 15 anos.

Compartilhar:


Reuniões são um tema polêmico: muitos reclamam do excesso, outros do tempo perdido. E, de fato, muitos encontros poderiam virar um simples e-mail. Mas a verdade é que uma boa reunião é um espaço poderoso de criação, onde ideias, perspectivas e soluções surgem exatamente do encontro entre pessoas diferentes. Não por acaso, o próprio significado da palavra – do latim re-unire, “unir novamente” – já revela sua força: reunir pessoas, pensamentos e possibilidades.

Participar de uma reunião é muito mais do que estar presente fisicamente ou aparecer na tela. É uma chance valiosa de demonstrar preparo, maturidade profissional e capacidade de colaborar de verdade. Quem entende esse potencial amplia seu repertório, acelera seu reconhecimento e contribui para decisões mais bem construídas e melhor executadas.

E tudo começa antes do encontro. Estudar a pauta é o primeiro passo para se destacar. Quando você chega sabendo o que será discutido, evita improvisos, contribui com mais segurança e ajuda o grupo a manter o foco. Reuniões não são momentos para descobrir o que está acontecendo – são momentos para decidir.

Levar informações atualizadas da sua área também transforma a dinâmica. Dados, indicadores e exemplos concretos mostram domínio e responsabilidade. Mais do que isso, dão ao time uma base sólida para escolhas mais inteligentes, evitando achismos.

Em equipes multidisciplinares, um diferencial enorme é saber traduzir o técnico em linguagem simples. Quem domina um tema também precisa torná-lo compreensível. Quando todos entendem, todos contribuem. A discussão flui, o grupo se engaja e o resultado melhora.

Outro comportamento que faz toda a diferença é estar totalmente presente. Em um universo cheio de notificações, desligar distrações e focar no momento é mais do que educação: é respeito. A atenção plena revela detalhes que passam despercebidos quando estamos dispersos – pequenas tensões, oportunidades e insights que podem mudar o rumo da conversa.

Participar também exige equilíbrio entre falar e ouvir. A escuta qualificada é rara e vale ouro. Antes de expor seu ponto de vista, busque entender como aquilo se conecta com outras áreas. Observe não só o que as pessoas dizem, mas também o que seus gestos e expressões comunicam. Isso incentiva contribuições verdadeiras e evita ruídos.

Quando surgem divergências – e elas sempre surgem -, é a inteligência emocional que sustenta o diálogo. Pausar, respirar, perguntar antes de reagir: pequenos gestos que mostram maturidade e abrem espaço para soluções melhores do que qualquer resposta imediata. Rever opiniões também é sinal de força, não de fraqueza.

Por fim, valorize o que os colegas trazem. Perspectivas diferentes enriquecem a discussão, fortalecem o clima e tornam o ambiente mais colaborativo. Mesmo quando o tema não é da sua área, tentar compreender a lógica por trás dele amplia sua visão do negócio e sua capacidade de atuar de forma integrada.

No fundo, tudo se resume a uma ideia simples: não esteja em uma reunião só para cumprir presença – esteja para gerar valor. Contribuir não é falar mais, é falar melhor. Quando nos preparamos, ouvimos, colaboramos e nos engajamos, mostramos quem realmente está pronto para co construir.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Antes de encantar, tente não atrapalhar o cliente!

Quando a experiência falha, o problema raramente é tecnologia – é decisão estratégica. Este artigo mostra que no fim das contas o cliente não quer encantamento, ele quer previsibilidade, simplicidade e pouco esforço.

Uncategorized, Inovação & estratégia, Marketing & growth
6 de fevereiro de 2026
Escalar exige mais do que mercado favorável: exige uma arquitetura organizacional capaz de absorver decisões com ritmo, clareza e autonomia.

Daniella Portásio Borges - CEO da Butterfly Growth

7 minutos min de leitura
Marketing & growth
5 de fevereiro de 2026
O desafio não é definir metas maiores, mas metas possíveis - que mobilizem o time, sustentem decisões e evitem o ciclo da frustração corporativa.

Roberto Vilela - Consultor empresarial, escritor e palestrante

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
4 de fevereiro de 2026
O artigo dialoga com o momento atual e com a forma como diferentes narrativas moldam a leitura dos acontecimentos globais.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB - Global Connections

8 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
3 de fevereiro de 2026
Organizações querem velocidade em IA, mas ignoram a base que a sustenta. Governança de Dados deixou de ser diferencial - tornou-se critério de sobrevivência.

Bergson Lopes - CEO e fundador da BLR Data

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
2 de fevereiro de 2026
Burnout não explodiu nas empresas porque as pessoas ficaram frágeis, mas porque os sistemas ficaram tóxicos. Entender a síndrome como feedback organizacional - e não como falha pessoal - é o primeiro passo para enfrentar suas causas estruturais.

Marta Ferreira - Cofundadora e presidente da Spread Portugal

3 minutos min de leitura
Estratégia, Marketing & growth
1º de fevereiro de 2026
Como respostas rápidas, tom humano e escuta ativa transformam perfis em plataformas de reputação e em vantagem competitiva para marcas e negócios

Kelly Pinheiro - Fundadora e CEO da Mclair Comunicação e Mika Mattos - Jornalista

5 minutos min de leitura
Lifelong learning
31 de janeiro de 2026
Engajamento não desaparece: ele é desaprendido. Esse ano vai exigir líderes capazes de redesenhar ambientes onde aprender volte a valer a pena.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

7 minutos min de leitura
Liderança
30 de janeiro de 2026
À medida que inovação e pressão por resultados se intensificam, disciplina com propósito torna-se o eixo central da liderança capaz de conduzir - e não apenas reagir.

Bruno Padredi - CEO da B2B Match

3 minutos min de leitura
Estratégia
29 de janeiro de 2026
Antes de falar, sua marca já se revela - e, sem consciência, pode estar dizendo exatamente o contrário do que você imagina.

Cristiano Zanetta - Empresário, palestrante TED e escritor

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
28 de janeiro de 2026
Se o seu RH ainda preenche organogramas, você está no século errado. 2025 provou que não basta contratar - é preciso orquestrar talentos com fluidez, propósito e inteligência intergeracional. A era da Arquitetura de Talento já começou.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior e Cris Sabbag - COO da Talento Sênior

2 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...