Liderança, Inovação & estratégia
3 minutos min de leitura

Growth mindset, IA e estratégia: o futuro pertence aos líderes que sabem mudar de rota

Mais do que dominar ferramentas, o desafio da liderança passou a ser tomar decisões, engajar pessoas e construir crescimento em um ambiente de incerteza permanente.
A Deloitte é a organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mercado, com mais de 470 mil profissionais em todo o mundo, gerando impactos que realmente importam em mais de 150 países e territórios. Com base nos seus 180 anos de história, oferecemos serviços de auditoria, asseguração, consultoria, impostos e serviços relacionados para quase 90% das empresas da lista da Fortune Global 500® e milhares de outras organizações. No Brasil, onde atua desde 1911, a Deloitte é líder de mercado, com mais de 7.000 profissionais e operações em todo o território nacional, a partir de 18 escritórios.
Sócio-líder da Monitor Deloitte, de Soluções de Strategy e do CEO Program. Possui mais de 30 anos de experiência em estratégia, transformação empresarial e criação de valor, assessorando CEOs, conselhos e lideranças executivas em decisões de crescimento, performance e investimento. Especialista na industria de Energy & Resources e Infraestrutura, atua na integração entre estratégia, sustentabilidade e execução para impulsionar resultados de longo prazo. Graduado em engenharia, tem um MBA pela USP e especializações em liderança estratégia e educação executiva nas universidades de Yale, MIT e Cambridge.

Compartilhar:

Em um ambiente de negócios cada vez mais volátil e impulsionado pela inteligência artificial, a busca por crescimento contínuo e sustentável demanda das lideranças uma visão comum: clara, inspiradora e estratégica. Para isso, é preciso ter as pessoas certas, e com as habilidades certas, dentro das organizações.

Este perfil de liderança deve manter o foco no crescimento, claro, mas também ter um olhar maduro para alianças, riscos e, especialmente, talentos e tecnologia. O líder do futuro – que já é demandado no presente – tem o papel de promover iniciativas inovadoras, que maximizem valor ao mesmo tempo em que promovam o empoderamento organizacional. Assim, às habilidades técnicas, unem-se competências como adaptabilidade, inteligência emocional, visão estratégica e capacidade de aprendizagem.

A mudança aparece de forma clara na edição de outubro do estudo bianual “CEO Survey 2025”, da Deloitte. Entre as competências consideradas mais importantes para um futuro definido pela IA, a mentalidade de crescimento (o chamado growth mindset) aparece à frente das habilidades técnicas, seguida de inteligência emocional e adaptabilidade.

O dado indica uma alteração significativa nas expectativas sobre a força de trabalho e reflete uma transformação mais ampla no papel da estratégia dentro das empresas. Ou seja: em um panorama de transição constante, estratégia deixa de significar representar planejamento de longo prazo e se torna sinônimo de agilidade para a adaptação a novas condições de mercado. É nesse cenário que o Chief Financial Officers (CFO) e o Chief Strategy Officers (CSO) ganham protagonismo crescente.

Como aponta o estudo “Finance Trends 2026”, os CFOs atuam, hoje, em um ambiente de negócios mais complexo, volátil e pressionado por decisões rápidas, que exige digitalização acelerada, novas competências e governança. Há uma relação direta entre o impacto das iniciativas digitais e o grau de envolvimento do CFO na definição dos rumos da organização, à medida que tecnologia, alocação de capital e geração de valor se tornam mais integradas.

O panorama evidencia que o futuro será guiado por agilidade, influência estratégica, uso avançado de tecnologia e formação de equipes multidisciplinares, já que é essencial compreender a aplicabilidade da tecnologia dentro da cadeia de valor.

O mesmo ocorre com os CSOs (Chief Strategy Officer). A pesquisa “Global Chief Strategy Officer Survey” mostra que, embora a posição ainda seja relativamente recente nas organizações, ela já se encontra em evolução frente um ambiente econômico mais dinâmico, que exige maior capacidade de priorização e clareza estratégica.

A pesquisa aponta que, para nove em cada dez CSOs consultados, a reinvenção será essencial para manter a competitividade. Para quatro em cada dez, essa necessidade é imediata, impulsionada pela inteligência artificial.

Nesse ambiente, as organizações precisam redefinir seus processos, passando de um modelo centralizado para outro mais amplo e complexo, suportado pela conexão digital, pela IA e pela análise de dados, em que múltiplos atores pensam estrategicamente. São esses fatores que vão possibilitar aos líderes terem uma visão 360 do negócio para construir resiliência e crescimento.

Organizações bem-sucedidas serão aquelas capazes de combinar tecnologia, visão de longo prazo, capacidade de recalcular a rota e traçar novos cenários rapidamente, com lideranças que entendam como se beneficiar de um cenário menos linear. Mais do que entregar execução com excelência técnica, o que se espera dos líderes do futuro é que tenham as habilidades certas para pilotar com firmeza entre as turbulências de um cenário de incertezas.

Compartilhar:

A Deloitte é a organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mercado, com mais de 470 mil profissionais em todo o mundo, gerando impactos que realmente importam em mais de 150 países e territórios. Com base nos seus 180 anos de história, oferecemos serviços de auditoria, asseguração, consultoria, impostos e serviços relacionados para quase 90% das empresas da lista da Fortune Global 500® e milhares de outras organizações. No Brasil, onde atua desde 1911, a Deloitte é líder de mercado, com mais de 7.000 profissionais e operações em todo o território nacional, a partir de 18 escritórios.

Artigos relacionados

Todo fim de ano, o passado se reelege no seu orçamento

Sua estratégia está no PowerPoint ou no orçamento? No trimestre em que o plano de 2027 ganha aprovação, uma disputa invisível acontece dentro das empresas. De um lado, a estratégia que promete transformação. Do outro, o orçamento que preserva as prioridades de sempre. Quase sempre, é a planilha que decide o vencedor.

A AGI já chegou? E se Ray Kurzweil estiver certo há mais tempo do que imaginávamos?

As declarações recentes dos líderes da OpenAI e da NVIDIA reacenderam uma das discussões mais importantes da era digital: a Inteligência Artificial Geral já é uma realidade? Ao conectar os avanços mais recentes da IA às previsões feitas por Ray Kurzweil décadas atrás, o artigo explora não apenas a evolução da tecnologia, mas também o desafio humano, organizacional e social de acompanhar uma transformação que pode estar acontecendo mais rápido do que imaginávamos.

O que uma prótese de quadril me ensinou sobre os erros de decisão dentro das empresas

Ao relatar uma experiência marcante durante sua recuperação de uma cirurgia, o autor provoca uma reflexão sobre um erro recorrente nas organizações: confiar mais naquilo que é visível do que na experiência de quem vive o problema. Quando líderes ignoram relatos e se apoiam apenas em protocolos e percepções, perdem informação, confiança e capacidade de tomar melhores decisões.

Inovação & estratégia
12 de agosto de 2026 08H00
O artigo defende que o verdadeiro valor surge quando a IA deixa de operar de forma isolada e passa a integrar toda a jornada de negócio, conectando pessoas, processos, dados e governança em um único sistema de performance.

Guilherme Stefanini - CMO do Grupo Stefanini, CEO da Stefanini Marketing e sócio da W3haus e Gauge.

4 minutos min de leitura
Liderança
11 de agosto de 2026 18H00
A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza? Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

Carlos Eduardo de Barros - Fundador e CEO da Cogntion & Business Consultoria, conselheiro de empresas e consultor em estratégia, governança e liderança

16 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 14H00
Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

Leonardo Tristão - CEO da Performa_IT

22 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 08H00
Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Marcel Nobre - CEO da BetaLab, Professor, Pesquisador e Keynote Speaker de inovação e novas tecnologias

14 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de agosto de 2026 08H00
Este artigo explora por que empatia, hospitalidade, escuta e construção de vínculos podem se tornar os ativos mais valiosos da próxima década.

Dr. Henrique Moura - Chefe da Fonoaudiologia do BP Paulista e BP Mirante. Além de atuar como Professor da Pós Graduação e do Mestrado do Hospital Israelita Albert Einstein

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de agosto de 2026 08H00
A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Marcelo Paiva - Diretor de Operações da Formel D

7 minutos min de leitura
Marketing & growth
9 de agosto de 2026 14h00
Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Estela Brunhara - Sócia e Diretora de Consumer Behavior & Estratégia da FutureBrand São Paulo

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Liderança
9 de agosto de 2026 08H00
Ao recorrer a pensadores como Foucault, Hannah Arendt e Kant, o artigo mostra por que cultura, ética, reflexão crítica e capacidade de julgamento continuam sendo ativos indispensáveis para líderes e organizações que desejam tomar melhores decisões em um mundo cada vez mais automatizado.

Denilson Shikako - CEO e fundador da Fábrica de Criatividade

3 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance, Inovação & estratégia
8 de agosto de 2026 14H00
Depois de testemunhar a digitalização dos processos judiciais e a transformação tecnológica da profissão jurídica, o autor reflete sobre a próxima grande mudança da advocacia. O artigo argumenta que a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta de ampliação das capacidades humanas, e não como substituta das competências que tornam o trabalho jurídico verdadeiramente valioso.

Flávio Pinheiro Neto - Sócio-fundador do escritório Flávio Pinheiro Neto Advogados

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
8 de agosto de 2026 08H00
A tecnologia já tornou possível identificar padrões, prever comportamentos e agir antes que problemas aconteçam. O desafio agora não é tecnológico, mas cultural: desenvolver lideranças capazes de tomar decisões baseadas em probabilidades e reorganizar a gestão em torno do que está prestes a acontecer, e não apenas do que já aconteceu.

Wilian Luis Domingues - CIO da Tempo

6 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução